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	<title>Sara-Coteia</title>
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	<description>O mundo dos contos de Sara Regina</description>
	<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 14:08:06 +0000</pubDate>
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		<title>Micro-conto</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 14:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deveneta</dc:creator>
		
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&#160;
Perguntaram-lhe o porqu&#234; dos olhos vermelhos e ela simplesmente disse:
&#34;Bebi um l&#237;quido salgado que escorreu dos meus olhos e entrou em minha boca&#34;.

&#160;

por&#160;&#160;Sara Regina
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img height="145" alt="" src="http://saracoteando.blog.terra.com.br/files/2009/01/olhosvermelhos.jpg" width="226" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Perguntaram-lhe o porqu&ecirc; dos olhos vermelhos e ela simplesmente disse:</p>
<p><strong>&quot;Bebi um l&iacute;quido salgado que escorreu dos meus olhos e entrou em minha boca&quot;.</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong></strong></p>
<p>por&nbsp;&nbsp;Sara Regina</p>
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		<title>Até os Policiais</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 00:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deveneta</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Sara Regina

A noite transcorria tranq&#252;ila na delegacia. Dois policiais folgados jogavam baralho, um deles com as pernas sobre o bir&#244;. Eles conversavam animados: - Cara, voc&#234; n&#227;o vai acreditar &#8211; disse um policial. &#8211; Minha mulher descobriu onde eu guardo as minhas playboys. - Iiiiiih, pegasse a promo&#231;&#227;o. - Nem me fale. Eu s&#243; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://saracoteando.blog.terra.com.br/files/2008/11/polocialassal.jpg" /></p>
<p><strong><em>Por Sara Regina</em></strong></p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p>A noite transcorria tranq&uuml;ila na delegacia. Dois policiais folgados jogavam baralho, um deles com as pernas sobre o bir&ocirc;. Eles conversavam animados: <br />- Cara, voc&ecirc; n&atilde;o vai acreditar &ndash; disse um policial. &ndash; Minha mulher descobriu onde eu guardo as minhas playboys. <br />- Iiiiiih, pegasse a promo&ccedil;&atilde;o. <br />- Nem me fale. Eu s&oacute; faltei me jogar de joelhos aos p&eacute;s dela pra ela n&atilde;o rasgar a playboy da garota melancia, mas teve o efeito contr&aacute;rio. Ao inv&eacute;s dela poupar a garota melancia, foi a que ela rasgou com mais gosto. Ela rasgou em peda&ccedil;os t&atilde;o pequenos que nem deu pra colar com durex. <br />O outro policial riu. <br />- &Eacute;, meu chapa, agora s&oacute; quando a garota melancia posar nua de novo. <br />Um estrondo. A porta bateu com for&ccedil;a na parede, havia sido chutada. Os policiais voltaram-se para a porta. <br />Um bando de caras encapuzados, de armas em punho, entraram na delegacia. <br />- Parados a&iacute;! Entreguem suas armas! &ndash; ordenou o l&iacute;der do bando. Os policiais jogaram suas armas aos p&eacute;s do bandido. Seus comparsas as apanharam. &ndash; Bons meninos&#8230; Agora me entreguem tudo que tiverem: rel&oacute;gio, celular, dinheiro. &ndash; Os policias o fitaram sem a&ccedil;&atilde;o. &ndash; R&aacute;pido! Eu n&atilde;o tenho a noite toda! <br />Um dos policias jogou-se aos p&eacute;s do bandido e agarrou sua perna implorando: <br />- Por favor, n&atilde;o me roube. Eu tenho tr&ecirc;s fam&iacute;lias pra sustentar. Tenho tr&ecirc;s beb&ecirc;s, fora as crian&ccedil;as maiores. Leite Ninho est&aacute; uma fortuna! E a conta de luz, ent&atilde;o! A mulher, a oficial, s&oacute; quer dormir com o ar-condicionado ligado, e as crian&ccedil;as &eacute; no videogame e no computador o dia inteiro. Meu sal&aacute;rio n&atilde;o d&aacute; nem pra farrar de vez em quando! <br />- Eu n&atilde;o tenho nada a ver com sua vida, cara! Larga a minha perna! <br />- Por favor, tenha miseric&oacute;rdia! <br />- O Gavi&atilde;o n&atilde;o tem piedade de ningu&eacute;m. Agora largue a minha perna antes que eu estoure seus miolos! &ndash; O policial, tr&ecirc;mulo, largou a perna do Gavi&atilde;o e p&ocirc;s-se de p&eacute;. &ndash; Vamos! Celular, dinheiro, rel&oacute;gio! Quero tudo de valor que tiver nessa jo&ccedil;a! &ndash; Os policiais entregaram seus pertences enquanto os comparsas do Gavi&atilde;o vasculhavam a delegacia atr&aacute;s de objetos de valor. <br />- Pronto. Agora o senhor j&aacute; tem tudo o quer &ndash; disse o policial que ficara calado todo o tempo. <br />O Gavi&atilde;o olhou para ele com um olhar de lado, o rosto na posi&ccedil;&atilde;o 3/4. <br />- N&atilde;o. Ainda n&atilde;o. Rapazes, peguem os dois! &ndash; Seus comparsas puxaram os bra&ccedil;os dos policiais para tr&aacute;s e, segurando seus punhos, apontaram uma arma para suas cabe&ccedil;as. <br />- O que voc&ecirc; vai fazer conosco? &ndash; perguntou o policial ad&uacute;ltero e medroso. <br />- Voc&ecirc; ver&aacute;. Rapazes, me sigam. <br />Eles entraram por um corredor que levava &agrave;s selas. Defronte a uma sela vazia, o Gavi&atilde;o conferiu se os policias tinham uma c&oacute;pia das chaves das selas, e depois os policiais foram jogados dentro da sela tal qual dois sacos de batata. <br />- Voc&ecirc;s v&atilde;o dormir a&iacute; essa noite. Fiquem &agrave; vontade e n&atilde;o deixem de ver o sol nascer quadrado. &Eacute; uma vis&atilde;o inesquec&iacute;vel! &ndash; disse o Gavi&atilde;o com sarcasmo. <br />- Voc&ecirc; n&atilde;o pode fazer isso! &ndash; o policial agarrou-se a grade. <br />- J&aacute; fiz. Tenham uma &oacute;tima noite! &ndash; Gavi&atilde;o deu as costas e foi embora. <br />Qual n&atilde;o foi a surpresa do delegado ao acordar pela manh&atilde; (ele passara a noite toda dormindo em sua sala) e ver os dois policiais dentro de uma sela. E qual n&atilde;o foi a vergonha que os referidos policiais, bem como os outros membros da corpora&ccedil;&atilde;o, sentiram ao ver em todos os jornais a not&iacute;cia de que dois policiais haviam sido assaltados e encarcerados e haviam sido totalmente passivos, n&atilde;o fizeram nada para impedir a a&ccedil;&atilde;o dos bandidos e um dos jornais ainda disse que o bando ainda tinha sido bonzinho ao trancafi&aacute;-los numa sela vazia. <br />Este &eacute; o Brasil. S&oacute; podia ser no Brasil! </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Hist&oacute;ria baseada num fato real.</em></strong></p>
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		<title>Lágrimas que se vão</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 17:19:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deveneta</dc:creator>
		
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&#160;
Por Sara Regina
&#160;
O escritor calou-se, deixou cair a caneta bico de pena sobre o papel. Automaticamente perguntou, n&#227;o sabia bem a quem, se ao vento que entrava naquele momento pela janela, se &#224; gueixa ou a ele mesmo: &#8220;Mas como as suas l&#225;grimas se v&#227;o comigo?&#8221;. A caneta, ficando de p&#233;, escreveu no papel o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://saracoteando.blog.terra.com.br/files/2008/11/gueixa.jpg" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Por Sara Regina</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O escritor calou-se, deixou cair a caneta bico de pena sobre o papel. Automaticamente perguntou, n&atilde;o sabia bem a quem, se ao vento que entrava naquele momento pela janela, se &agrave; gueixa ou a ele mesmo: &ldquo;Mas como as suas l&aacute;grimas se v&atilde;o comigo?&rdquo;. A caneta, ficando de p&eacute;, escreveu no papel o seguinte: &ldquo;Voc&ecirc; me deu um amor&rdquo;. Assustado com o momento de vitalidade que a caneta acabara de viver, o escritor leu o que tinha escrito at&eacute; ent&atilde;o. </p>
<p><strong><em>A gueixa olhava as cerejeiras em flor da janela de seu quarto. Estava pronta para mais uma apresenta&ccedil;&atilde;o. Faltava apenas alguns minutos para descer e ir entreter os cavalheiros. Seu desejo mais &iacute;ntimo, velado para outrem, era estar sob uma daquelas cerejeiras em flor com algu&eacute;m que a amasse com suas inseguran&ccedil;as e medos, como o casal que ela via da janela. <br />Algu&eacute;m veio cham&aacute;-la e ela desfez-se de seus sonhos. Os cavalheiros queriam v&ecirc;-la esbelta e com o semblante resplandecendo alegria. S&oacute; podia sofrer abertamente em suas horas de descanso. Durante a apresenta&ccedil;&atilde;o, s&oacute; podia mostrar alegria, n&atilde;o importando se fosse falsa ou n&atilde;o &ndash; bastava ser convincente. <br />Subindo ao palco, a gueixa soltou seu canto de sereia, tinha uma voz suave e melodiosa. Dan&ccedil;ava com sensualidade, em movimentos delicados e femininos. <br />Um cavalheiro em especial olhava-a com um olhar diferente do olhar dos demais. Ele olhava-a na alma, jogava-se pela janela de sua alma: seus olhos. A gueixa percebeu seu olhar penetrante, a circunst&acirc;ncia, entretanto, impedia-lhe de dar aten&ccedil;&atilde;o a apenas um cavalheiro. <br />Ao final da apresenta&ccedil;&atilde;o, a gueixa subiu novamente ao quarto que lhe servia de camarim. Sentou-se diante da penteadeira e come&ccedil;ou a retirar a maquiagem. A porta foi aberta lentamente, o que fez ecoar no ar um barulhinho. O cavalheiro que a olhara com outros olhos estava ali, parado na porta, olhando-a com o mesmo olhar singelo e terno. <br />A gueixa pediu que se retirasse. O conhecia de outros tempos, de um passado em vias de ser esquecido. Ele continuou parado na porta, baixava a cabe&ccedil;a e levantava, algo engasgado queria sair. Ela insistia para que ele sa&iacute;sse. Ela levantou-se, tencionava fechar a porta, deix&aacute;-lo parado diante da porta fechada. Ele falou-lhe no &uacute;ltimo minuto, se n&atilde;o fosse naquele momento, perderia a coragem de tentar em outra ocasi&atilde;o: &ldquo;Perdoe-me. Perdoe-me por ter sido um covarde. Suas palavras me assustaram, por isso n&atilde;o disse o que realmente sentia. Eu a amo&rdquo;. A gueixa deixou escorrer uma l&aacute;grima por sua face ainda branca do p&oacute; de arroz. Ele a abra&ccedil;ou e beijou-a. <br /></em></strong><br />O escritor pegou sua caneta e escreveu no papel: &ldquo;Este amor sempre foi seu, eu apenas o revelei aos seus olhos e ao seu cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A caneta n&atilde;o mais mexeu-se sozinha, mas em seu cora&ccedil;&atilde;o o escritor sentiu a felicidade da gueixa. </p>
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		<title>O Beijo dos Amantes</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 20:21:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deveneta</dc:creator>
		
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Por Sara Regina
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Os olhos cerram por alguns segundos. Tudo parece distante do mundo, alheio ao seu mundo. Os p&#234;los levantam-se deixando os poros vis&#237;veis. A pele enrubesce, enrijece. As pernas tremulam, mas continuam de p&#233;. As m&#227;os tremem hesitantes ao menor contato. Outras, entretanto, s&#227;o mais afoitas, tocam sem medo. O corpo esquenta, sua. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://saracoteando.blog.terra.com.br/files/2008/11/beijoo.jpg" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Por Sara Regina</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p>Os olhos cerram por alguns segundos. <br />Tudo parece distante do mundo, alheio ao seu mundo. <br />Os p&ecirc;los levantam-se deixando os poros vis&iacute;veis. <br />A pele enrubesce, enrijece. <br />As pernas tremulam, mas continuam de p&eacute;. <br />As m&atilde;os tremem hesitantes ao menor contato. <br />Outras, entretanto, s&atilde;o mais afoitas, tocam sem medo. <br />O corpo esquenta, sua. <br />A endorfina aumenta a cada minuto. <br />O calor sobe, passando pela barriga, <br />Acelerando o cora&ccedil;&atilde;o, chegando por fim &agrave; boca. <br />Os l&aacute;bios est&atilde;o encaixados, colados. <br />Os corpos se aproximam ainda mais, <br />Apenas a blusa dela separa pele de pele. <br />Ele &eacute; s&oacute; dela e ela s&oacute; dele.. <br />O beijo acelera, deixando-os euf&oacute;ricos, excitados. <br />As m&atilde;os, antes inibidas, desconcertadas, <br />Agora tocam, apalpam, apertam. <br />A paix&atilde;o &eacute; intensa, desregrada. <br />&Eacute; o beijo dos amantes. </p>
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		<title>Capitão Nascimento Já Foi Magali</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 00:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deveneta</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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Capit&#227;o Nascimento j&#225; foi Magali

Por Sara Regina
&#160;

Capit&#227;o Nascimento est&#225; comandando a tropa de elite em uma miss&#227;o muito arriscada na favela da ro&#231;inha quando seu celular toca. Ele esbraveja contra o celular e continua escondido. Algu&#233;m da tropa pede para ele atender o celular antes que os bandidos o ou&#231;am e os encontrem. Ent&#227;o o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://saracoteando.blog.terra.com.br/files/2008/10/capn.jpg" /></p>
<p><em><strong>Capit&atilde;o Nascimento j&aacute; foi Magali</strong></em></p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p><strong><em>Por Sara Regina</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em></em></strong></p>
<p>Capit&atilde;o Nascimento est&aacute; comandando a tropa de elite em uma miss&atilde;o muito arriscada na favela da ro&ccedil;inha quando seu celular toca. Ele esbraveja contra o celular e continua escondido. Algu&eacute;m da tropa pede para ele atender o celular antes que os bandidos o ou&ccedil;am e os encontrem. Ent&atilde;o o Capit&atilde;o Nascimento pega o celular no bolso. <br />- Al&ocirc;? Fala logo que eu t&ocirc; ocupado. <br />- Oi, meu amor. Sou eu, Alex. Lembra de mim? <br />- Amor?! Eu sou espada! <br />- Magali, meu amor, voc&ecirc; esqueceu de mim? <br />- Que Magali! Eu sou o Capit&atilde;o Nascimento! <br />- N&atilde;o acredito que voc&ecirc; me esqueceu em tr&ecirc;s anos. <br />- Alex, n&eacute;? Eu nem te conhe&ccedil;o, Alex! &ndash; Capit&atilde;o Nascimento desliga na cara de Alex. <br />Ao chegar em casa, Capit&atilde;o Nascimento abre a porta de seu arm&aacute;rio e l&aacute; no fundo pega uma caixa. Observa as roupas, os sapatos e a peruca castanha encaracolada. Lembra-se dos amigos daquela &eacute;poca. <br />- Edu, Fred, Beto, Alex, tenho saudade de voc&ecirc;s. &ndash; Uma l&aacute;grima escorre. Barulho de botas se aproximando o fazem conter o choro. Ele esconde novamente a caixa no arm&aacute;rio. <br />- Capit&atilde;o &ndash; um soldado entra no quarto. <br />- O que foi, soldado? <br />- Tem um cara l&aacute; embaixo dizendo que quer falar com o senhor de qualquer jeito. <br />- Quem &eacute;? <br />- Ele disse que se chama Alex. <br />- Alex? <br />- Isso, senhor. Posso deixar entrar? <br />- Deixe. <br />- Ok, senhor. &ndash; O soldado se retira. <br />- Recordar &eacute; viver &ndash; sussurra Capit&atilde;o Nascimento. Novamente ele tira a caixa do arm&aacute;rio. Arruma-se de Magali e espera sentado na cama de pernas cruzadas. <br />A porta se abre. Alex entra no quarto, afoito. <br />- Magali, meu amor! <br />- Alex &ndash; ela vira o rosto delicadamente. <br />- Que saudade, Magali! <br />- Eu tamb&eacute;m, Alex. <br />No dia seguinte, Capit&atilde;o Nascimento abaixa-se para pegar o jornal na porta e eis que na primeira p&aacute;gina: </p>
<p>A Magali do Programa Sexo Fr&aacute;gil <br />&Eacute; o Capit&atilde;o Nascimento </p>
<p>- Quem foi o filho da m&atilde;e? PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR! &ndash; Ele sacode o jornal. <br />Capit&atilde;o Nascimento liga para a Tropa de Elite dizendo que est&aacute; muito doente e n&atilde;o poder&aacute; ir trabalhar. <br />Deita-se na cama com uma bolsa de &aacute;gua na cabe&ccedil;a e um term&ocirc;metro na boca, todo enrolado. <br />Alguns soldados v&atilde;o visit&aacute;-lo. <br />- Capit&atilde;o, o que o senhor tem? <br />- Deve ser virose. <br />- Ser&aacute; que n&atilde;o &eacute; dengue? <br />- Pode ser. Aquelas ruas da ro&ccedil;inha tem tanto buraco. <br />Um dos soldados encontra o jornal no criado-mudo e pede pra ver o caderno de esportes. <br />- N&atilde;o! &ndash; exclama Capit&atilde;o Nascimento. <br />- Por que? &Eacute; rapidinho. <br />Capit&atilde;o Nascimento come&ccedil;a a suar frio. <br />- Capit&atilde;o, o senhor t&aacute; mal. T&aacute; at&eacute; suando. <br />- Deve ser a febre &ndash; ele disfar&ccedil;a. <br />O soldado se choca ao ver a manchete da primeira p&aacute;gina. <br />- Capit&atilde;o, por que n&atilde;o nos disse? <br />- Dizer o qu&ecirc;, soldado? <br />- Que o senhor era a Magali daquele programa Sexo Fr&aacute;gil. <br />- N&atilde;o gosto de falar da minha vida particular. <br />- Ai, Magali!!! &ndash; diz outro soldado. <br />Capit&atilde;o Nascimento fica irado com a gracinha e esbraveja: <br />- PEDE PRA SAIR, SOLDADO! PEDE PRA SAIR! <br />- Vou sair, capit&atilde;o. <br />- E voc&ecirc;, o que t&aacute; olhando? <br />Os dois soldados saem na carreira. <br />Capit&atilde;o Nascimento pega o celular. Procura Wagner Moura na agenda e liga para ele. <br />- Voc&ecirc; viu o jornal de hoje? <br />- N&atilde;o. O que tem? <br />- Eu sou a manchete da primeira p&aacute;gina! <br />- Que bom, Capit&atilde;o Nascimento. <br />- Bom? Est&atilde;o dizendo que eu era a Magali do Sexo Fr&aacute;gil! Onde vai ficar a minha reputa&ccedil;&atilde;o de capit&atilde;o da pol&iacute;cia militar?! E a culpa &eacute; sua!!! Por que voc&ecirc; foi interpretar a Magali? <br />- Eu adorava fazer a Magali. <br />- Pior que eu tamb&eacute;m. &ndash; Capit&atilde;o Nascimento chora. </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Perfil Extra Sincero</title>
		<link>http://saracoteando.blog.terra.com.br/2008/10/27/perfil-extra-sincero/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 01:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>deveneta</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos estrear o Sara-Coteia com este conto. Aposto que muitas mulheres gostariam de dizer algumas destas opini&#245;es e exig&#234;ncias nos sites de relacionamento.
&#160;

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Perfil Extra Sincero 
por Sara Regina 

Meu nome &#233; Adelaide, tenho 35 anos. Meus cabelos s&#227;o&#8230; de que cor mesmo?&#8230; nem sei, j&#225; pintei de tantas cores diferentes. Logo que nasci era loiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos estrear o Sara-Coteia com este conto. Aposto que muitas mulheres gostariam de dizer algumas destas opini&otilde;es e exig&ecirc;ncias nos sites de relacionamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img alt="" src="http://saracoteando.blog.terra.com.br/files/2008/10/mechas.jpg" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Perfil Extra Sincero </p>
<p>por Sara Regina </p>
<p></em></strong></p>
<p>Meu nome &eacute; Adelaide, tenho 35 anos. Meus cabelos s&atilde;o&#8230; de que cor mesmo?&#8230; nem sei, j&aacute; pintei de tantas cores diferentes. Logo que nasci era loiro, depois ficou preto; na adolesc&ecirc;ncia pintei de roxo, azul, rosa e verde n&eacute;on; agora acho que est&aacute; castanho com mechas loiras. Sou uma sanfona: uma hora emagre&ccedil;o, outra engordo. Meus olhos s&atilde;o castanhos. Minha altura, depende. Quando estou de salto, me&ccedil;o 1,77; quando n&atilde;o, me&ccedil;o 1,65. <br />Tem dias que me enfeito toda, pare&ccedil;o uma patricinha. J&aacute; em outros dias me abandono totalmente, ficando pior do que um mendigo. Tem dias que nem banho tomo. <br />Festas comigo nem pagando. Bom, pensando melhor, se pagar bem, eu vou. Voc&ecirc; nunca vai me ver numa boate ou numa rave, odeio aquela barulheira que voc&ecirc; n&atilde;o consegue distinguir uma bexiga de uma palavra da outra. Bar eu posso at&eacute; ir, desde que a m&uacute;sica ao vivo n&atilde;o seja muito alta. Nem me chame para micaretas. N&atilde;o quero estourar meus t&iacute;mpanos nem quero beijar a saliva de n&atilde;o sei quantas que vieram antes de mim. <br />Outra coisa: odeio cigarro!!! Ent&atilde;o se voc&ecirc; for fumante, fique bem longe de mim. No m&aacute;ximo poderemos trocar e-mails e telefonemas. N&atilde;o suporto cheiro de cigarro. <br />Se quiser sair comigo, &eacute; s&oacute; comigo. Nem cogite a possibilidade de me pedir para chamar uma amiga para sair com um amigo seu. Eu gosto de exclusividade. N&atilde;o quero dar uns amassos com ningu&eacute;m me olhando n&atilde;o. E tamb&eacute;m vou logo avisando: nem se anime muito porque voc&ecirc; n&atilde;o vai me levar para cama na primeira noite, nem na segunda, nem na d&eacute;cima. S&atilde;o pelo menos tr&ecirc;s meses de namoro antes de partir para os finalmente! Saia de casa j&aacute; controlando suas bolas, porque vai demorar para o gol sair. <br />Mais uma coisa: voc&ecirc; pode beber a bebida alco&oacute;lica que quiser, menos cana. Odeio o cheiro de cana! <br />Se come&ccedil;armos a ficar, n&atilde;o vou ligar para voc&ecirc;, s&oacute; se for imprescind&iacute;vel, para depois voc&ecirc; n&atilde;o ficar dizendo que sou grudenta. Tamb&eacute;m n&atilde;o quero que fique me ligando nem dizendo que me ama o tempo todo, homem meloso &eacute; muito chato. <br />Eu quero um namorado amigo, companheiro, carinhoso, sincero, engra&ccedil;ado, mas n&atilde;o palha&ccedil;o, fiel&#8230; Sim! Por falar nisso, saiba que o &uacute;nico homem que ousou me trair, hoje n&atilde;o pode mais fazer aquilo, pois n&atilde;o tem mais seu instrumento, e ainda ganhou de b&ocirc;nus uma cicatriz em seu gog&oacute;! <br />Bom, acho que j&aacute; terminei. <br />Se quiser me conhecer melhor, me mande um e-mail. </p>
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